quinta-feira, 30 de março de 2017

Clv01 – Diferenças entre Pelagianismo, e Semipelagianismo (não confundi-lo com Arminianismo). Refutação de Ambos

Calvinismo e Assuntos Correlatos, Confrontados Com a Bíblia

(em amor)


Hélio de Menezes Silva, 2017.


✴✴✴✴✴ PRELIMINARES, MOTIVAÇÃO DESTA SÉRIE DE ESTUDOS ✴✴✴✴✴

1) Reconheço que há muitos calvinistas salvos sinceros, e os amo, e nunca me afastei de nenhum deles por causa disso. Somente lamento que, mesmo sendo eles sinceros pensando que estão procurando honrar supremamente Deus (e eu lhes sou inferior nisso) e Sua soberania, eles estão em alguns erros e ignoram ou distorcem versos da Bíblia que não se enquadram com a sistematização deles. Repito que nunca me afastei de nenhum calvinista sincero somente por causa disso (apenas não fico feliz quando me pressionam e agridem grosseiramente, então me defendo em amor).


2) Em toda minha vida de crente eu tenho respeitado e aprendido de muitos autores calvinistas "moderados" (isto é, que não perseguem não calvinistas, nem deixam calvinismo enfraquecer evangelismo, nem missões, nem apelos aos perdidos, para que creiam) tais como Spurgeon, que não estão a cada 5 minutos referindo-se a números de capítulos e versos das Institutas de Calvino ou da Confissão de Westminster, e citando-os como altíssimas (quase supremas e finais) autoridades.

3) Tenho recebido em casa ou visitado, e tido bastante comunhão com calvinistas tais como
William LeRoy e Porfírio Gueiros (ambos Presbiterianos Fundamentalistas), e Marcelo Lima (batista independente)

e até tenho trabalhado juntamente com outros tais como
Euclides Vilar de Azevedo (IPB),
Calvin Gardner (batista landmarkista que reconhecia que sempre houve crentes de doutrina batista [mesmo sendo conhecidos por outros nomes] desde o século 1 e preferia o nome "doutrina da graça de Deus" ao nome "calvinista", reconhecia os horríveis defeitos de caráter de Calvino, nunca o exaltava em pregações, nunca o citava nem à Confissão de Fé de Westminster, mas somente dava honra e usava o nome de Deus, somente citava versos e palavras da Bíblia),
João Carlos Fachini
Miguel Maciel (batista independente),
Alex Vasconcelos (batistas regular),
Edmilson Teixeira (batista da CBB),
Josias Baraúna Jr. (Presbiteriano Fundamentalista),
e outros.

4) Mas, recentemente, para minha surpresa e tristeza, calvinistas começaram a me atacar. Você imagina minha tristeza em ver
- HF seguidamente se recusando me receber em sua casa,
- BW e J(SB) grosseiramente ofenderem o pastor de minha igreja (Anízio Gomes) por e-mail e grupos da internet,
- AJ me chamar de "inimigo da cruz de Cristo" (isso é o Diabo) e "maior inimigo nosso",
- RL me chamar de "aprendiz dos Testemunhas de Jeová",
- RR me chamar de "herege a ser expulso",
- muitos outros começarem a com desaforos sair dos meus grupos e me expulsar dos seus,
- outros começarem campanhas a me distorcer e caluniar (começando por "jurarem" que sou "extremado, repugnante arminiano a ser expulso e evitado"),
- e outros começarem a me telefonar com injúrias e insultos?

5) Minha maior surpresa e tristeza é que isso tem ocorrido pelo motivo que eu menos imaginava, pois não atiram de canhão em mim por causa de minha posição quanto aos T,U,L,I da sua sistematização teológica, mas por causa do P (de Perseverança), justamente onde eu imaginava que a distância seria a menor entre nós dois, onde eu imaginava que eles até reconheceriam que minha posição bíblica traz mais glória a Deus que a deles, pois eu ensino que é de Deus a glória por Ele nos preservar salvos depois que cremos. Ao invés de reconhecerem isso e até passarem para minha posição bíblica, eles ficaram furiosos com ela mais do que com todas as coisas, e dizem (nisso aproximando-se dos católicos e pentecostais arminianos) que são os salvos que têm que perseverar até o fim, senão não isso seria prova de que não foram salvos.

6) Por tudo isso, resolvi preparar uma série de artigos e de vídeos mostrando os erros do Calvinismo, ao mesmo tempo amando os calvinistas e orando a Deus que eles examinem os versos e os argumentos que apresentarei.
Rogo que sejam honestos e humildes no exame e em aceitar a verdade sem nenhum pensamento de fidelidade a teorias humanas e fidelidade a sistemas e denominações religiosas nascidas do homem (apelo que pratiquem os 5 solas: Somente as Escrituras, etc., Somente a Deus toda a glória e fidelidade).
Rogo que não me tomem como o maior mal a ser odiado e combatido na terra: eu, definitivamente, não os tenho assim, os amo, não tomo a inciativa de me afastar deles.

7) Rogo também que não hesitem em me corrigir se representei erroneamente os pais do calvinismo, se citei alguém usando palavras erradas, particularmente se citei errado a Bíblia, ou se dei a um verso uma interpretação absolutamente não literal e indiscutivelmente desautorizada pelo contexto imediato e de toda a Bíblia. Sim, rogo que me corrijam: em que errei, julgando estritamente dentro dessas condições, e limitando-se às palavras que escrevi?


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Clv01 – Diferenças entre Pelagianismo, e Semipelagianismo (não confundi-lo com Arminianismo). Refutação de Ambos


Adaptemos de gotquestions (acrescentando comentários e os versos referidos, etc.):

Pergunta: "O que são Pelagianismo e Semipelagianismo?"


https://www.gotquestions.org/Portugues/pelagianismo.html




Resposta:
Pelagianismo: Pelágio era foi monge [católico] que viveu no fim do século 4 e início do século 5 D.C. Ele ensinava que
- os seres humanos nasciam inocentes, sem a mancha do pecado original e pecado herdado.
- Também acreditava que Deus criava diretamente toda alma humana e, portanto, toda alma era livre do pecado.
- Pelágio acreditava que o pecado de Adão não tinha afetado as gerações futuras da humanidade.
Essa interpretação ficou conhecida como Pelagianismo.


O Pelagianismo contradiz muitas Escrituras e princípios bíblicos.

- Primeiro, a Bíblia nos ensina que somos pecadores [desde] no momento da concepção (Salmo 51:5).
    Sl 51 5 Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

- Além disso, a Bíblia ensina que todos os seres humanos morrem como resultado do pecado [neles] (Ezequiel 18:20; Romanos 6:23).
    Ez 18 20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará [sobre si] a iniquidade do seu pai, nem o pai levará [sobre si] a iniquidade do seu filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
    Rm 6 23 Porque oS salárioS do pecado [são] mortE, mas o dom gratuito de Deus [é a] vida eterna, em Jesus Cristo , o Senhor nosso.

- Embora o Pelagianismo diga que os seres humanos não nascem com uma inclinação natural ao pecado, a Bíblia diz o contrário (Romanos 3:10-18). Romanos 5:12 claramente afirma que o pecado de Adão é a razão pela qual o pecado afeta o resto da humanidade. Qualquer pessoa que tenha tido filhos pode atestar ao fato de que bebês precisam ser ensinados a se comportarem; eles não precisam ser ensinados a pecar. O Pelagianismo, no entanto, é claramente antibíblico e deve ser rejeitado.

    Rm 3 10 Como tem sido escrito: "Não há um justo, nem mesmo um [].    11 Não há [ninguém] que [está] entendendo; não há [ninguém] que [está] buscando a Deus.    12 Todos se extraviaram, simultânea- juntamente se fizeram inúteis. Não há [ninguém] (que está continuamente) praticando [o] bem, não há nem um [].    13 Sepulcro tendo sido aberto [é a] garganta deles; com as suas línguas tratavam enganosamente; peçonha  de áspides [está] debaixo dos seus lábios;    14 Dos quais a boca está cheia de maldição e de amargura;    15 Ligeiros [são] os seus pés para derramar[em]- para- fora sangue.    3 16 Destruição e miséria [estão] nos seus caminhos;    17 E [o] caminho d[a] paz não conheceram.    18 Não há temor de Deus diante dos seus olhos".
    Rm 5 12 Por causa disso, do mesmo modo como por- operação- de um [] homem (Adão) o pecado para dentro do mundo entrou e, através do pecado, [entrou] a morte, também assim a morte atravessou para dentro de todos [os] homens, para o que  todos pecaram.



Semipelagianismo [João Cassiano foi um monge católico que também viveu no fim do século 4 e início do século 5 D.C. Ele] essencialmente ensinou que a humanidade é [parcialmente] manchada pelo pecado, mas não ao extremo de não podermos cooperar com a graça de Deus com os nossos próprios esforços. Essa crença é, em essência, depravação parcial, ao invés de depravação total.

As mesmas escrituras que refutam o Pelagianismo refutam o Semipelagianismo. Romanos 3:10-18 com certeza não descreve a humanidade como sendo apenas parcialmente manchada pelo pecado.
    Rm 3 10 Como tem sido escrito: "Não há um justo, nem mesmo um [].    11 Não há [ninguém] que [está] entendendo; não há [ninguém] que [está] buscando a Deus.    12 Todos se extraviaram, simultânea- juntamente se fizeram inúteis. Não há [ninguém] (que está continuamente) praticando [o] bem, não há nem um [].    13 Sepulcro tendo sido aberto [é a] garganta deles; com as suas línguas tratavam enganosamente; peçonha  de áspides [está] debaixo dos seus lábios;    14 Dos quais a boca está cheia de maldição e de amargura;    15 Ligeiros [são] os seus pés para derramar[em]- para- fora sangue.    16 Destruição e miséria [estão] nos seus caminhos;    17 E [o] caminho d[a] paz não conheceram.    18 Não há temor de Deus diante dos seus olhos".

A Bíblia claramente ensina que sem Deus fazendo com que certa pessoa se "aproxime" dEle, somos incapazes de cooperar com a graça de Deus. "    Jo 6 44 Nenhum homem pode vir até Mim, se o Pai (Aquele havendo-Me enviado) não o trouxer; e *Eu* o ressuscitarei no último dia."
Assim como o pelagianismo, o semipelagianismo é antibíblico e deve ser rejeitado.


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[Hélio acrescentou:
Ambos pelagianismo e semipelagianismo colocam o homem como ponto inicial de sua salvação. Isto é, a salvação partiria somente da inciativa da boa vontade no coração do homem para com Deus.

Quanto ao ensino bíblico da total depravação inata do homem, o pelagianismo o nega totalmente, e o semipelagianismo o nega parcialmente.

Não se calunie o arminianismo clássico (de Armínio, não o de Wesley, nem dos Holyness, nem o de Finney) afirmando que defendeu semipelagianismo requentado. Para se avaliar qualquer corrente de pensamento, temos que ler de seus originadores (o que eles mesmos ensinaram), depois de seus críticos, mas a maioria dos críticos do arminianismo nunca leu nas fontes e o caluniam, dizendo que seus originadores ensinaram identicamente aos semipelagianos. Mas há uma importantíssima diferença que torna isso injusto e calunioso: o arminianismo clássico ensinou a total depravação do homem.

Quanto a isso, vejamos algumas frases de alguns teólogos arminianos:
- Armínio: "Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina." [Arminius, James The Writings of James Arminius (three vols.), tr. James Nichols and W.R. Bagnall (Grand Rapids: Baker, 1956), I:252]

- Simon Episcopius, discipulo de Armínio: "O homem não tem fé salvadora em si mesmo; nem ele nasce de novo ou se converte pelo poder de seu próprio livre arbítrio: se achando no estado de pecado, ele não pode pensar, muito menos querer ou fazer qualquer bem que seja de fato salvificamente bom a partir de si mesmo: mas é necessário que ele seja regenerado e totalmente renovado por Deus em Cristo pela Palavra do Evangelho e pela virtude do Espírito Santo, em conjunto com o seguinte: no entendimento, afeições, vontade e todos os seus poderes e faculdades, para que ele possa ser capaz de compreender, meditar, querer e realizar essas coisas que são salvificamente boas." [Simon Episcopius, Confessions of Faith of Those Called Arminians (London: Heart & Bible, 1684), 118.]

- H. Orton Wiley: "Depravação é total na medida em que afeta todo o ser do homem". [H. Orton Wiley, Christian Theology (Kansas City, MO: Beacon Hill, 1941), 2:98.]



Hélio, 2017.